'Nasci num dia curto de Inverno'

de Nuno Sousa Vieira

 

 

Quanto peso aguenta a memória?

Nuno Sousa Vieira tem vindo a apresentar nos últimos anos uma série de exposições que partem de premissas com uma coerência interna singular e concetualmente densas. Aquilo que define essas intervenções é o trânsito entre a realidade de um universo material apropriado
do espaço do seu ateliê e os espaços de exposição que vai trabalhar. Não se trata de uma simples passagem de obras de um espaço para
o outro, como tradicionalmente se verifica, antes de uma incessante busca de significado naquilo que formal e institucionalmente esse movi-mento representa.

(...)

Nuno Sousa Vieira não só aponta, nas suas exposições, para uma receção performativa, como também já incluiu essa dimensão em projetos anteriores. Esse será o caso na proposta atual de modo quase impercetível. Deixemos apontada uma outra possibilidade para o futuro: como
um mistério que cada um decidirá se quer ver resolvido, questione o artista, caro leitor, sobre o título da exposição – “Nasci num dia curto de Inverno”. Estou seguro que a resposta se entregará como performance individual e íntima. E como chave desviante de sentidos unívocos que
a arte, quando verdadeiramente arte, sabe construir. Porque é no peso da memória que a construção individual, no seu confronto com o outro
e com os seus mundos, se realiza e justifica.”

 

Miguel von Hafe Pérez

 

 

 

 

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