'(Podemos sempre fugir de carro)'

de Luísa Jacinto

 

 

Entre a aresta e a nuvem há um limite que se esbate. Na fronteira entre o compartimento e a paisagem, ou entre o que se constrói e o que se manifesta, há um campo que se pode nomear. Um campo ténue, de equilíbrio e sedução, entre a vontade de reter, ou enquadrar, e o anseio
de se deixar ir, ou contemplar.

O trabalho de Luísa Jacinto incide nesse campo e das pinturas mais pequenas, onde a figura se concentra, às pinturas maiores, onde a imagem
se expande, surge algo que nos alicia a olhar.

(...)

Verdadeiramente curioso é perceber que todo esse mistério, de uma existência maior, seja ela em forma de história, acontecimento, ou local, reporta-se a uma possível geografia do nosso imaginário. Um território árido, por vezes escuro, por vezes nublado, onde a velocidade parece
ser lenta e a temperatura quente. Algures para Oeste, onde podemos sempre fugir de carro, mas onde o limite estará sempre para lá do fim
do caminho.

Sérgio Fazenda Rodrigues

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As Horas Extraordinárias - RTP3

O magazine diário de arte e cultura da RTP 3 escolheu a exposição "(Podemos sempre fugir de carro)" de Luísa Jacinto como pano de fundo para a edição de 9 de janeiro de 2018. Siga o link para ver ou rever!

https://www.rtp.pt/play/p3140/e324994/as-horas-extraordinarias#sthash.CxROt5eX.gbpl